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Bairro Menino Deus
Porto Alegre, RS

AVISOS PAROQUIAIS

 

Expediente da Secretaria Paroquial

 

Segunda/sexta-feira: 9h às 11h30  e das 13h30 às 17h

Sábado: 9h às 11h

HORÁRIO DAS MISSAS

Igreja Matriz
Terça a sexta-feira, 18h
Sábado, 16h
Domingo, 10h e 19h



Igreja Nossa Senhora Aparecida
1º e 3º sábado do mês, 14h

 

Momentos da Missa de Natal 2017

Nascimento de Jesus, Filho de Deus, que se fez carne, não é um evento solto no tempo ou sem fundamento algum, senão uma realidade histórica, que mudou o curso da Humanidade. É por isso que nós católicos nas Primeiras Vésperas do Natal ou na Missa da madrugada (“Missa do Galo” ou Vigílias do Natal), escutamos um canto muito antigo chamado Canto das Kalendas, Cantus Martyrologii ou Anúncio do Natal.

Esse canto tem por objetivo anunciar que hoje nasceu Jesus, além de situar no tempo e no espaço o nascimento do Cristo. O anúncio principia assim: “Octavo Kalendas ianuarii. Luna…” (Literalmente: Oitavo dia das Kalendas de Janeiro. Lua…). Inicia-se tal anúncio dizendo em que dia do calendário solar dos romanos, “ocorreu” o nascimento de Jesus. Os romanos contavam os dias não por números, mas por nomes. Kalendas, daí calendário, referia-se sempre ao primeiro dia do mês; Kalendas Ianuarii, por conseguinte, primeiro de Janeiro. Octavo: oito dias antes. Dizer Octavo Kalendas Ianuarii significava 25 de Dezembro ou oito dias antes de 1º de Janeiro. Após o anúncio do calendário solar, cita-se no calendário lunar dos judeus, a lua em que ocorre o Natal. Observemos que, tal como dissemos acima, a liturgia torna atual o evento da salvação. Anteriormente, empregamos, entre aspas, a palavra ocorreu, para lembrar que se desconhece a data exata do nascimento de Jesus Cristo. Faz-se aqui o emprego do verbo ocorrer no presente (ocorreu-ocorre) porque o número de luas é contado para o ano atual, com o fim de advertir-nos que o Natal está acontecendo hoje, neste dia, neste momento. Por conseguinte, o número de luas, em cada ano, é variável. Em 2013, por exemplo, diz-se: “No oitavo dia das Kalendas de Janeiro. Vigésima Segunda Lua”. Esta introdução é como se disséssemos: “Jesus nasceu há mais de dois mil anos, em uma data que nós não temos exatidão. Contudo, nasce para nós hoje, aqui e agora”.
Logo após, dá-se início à citação de datas a fim de situar o nascimento de Jesus no Tempo, lembrando a todos que a Salvação é Universal: “De uma época muito remota desde que Deus Criou o Céu e Terra. No 21º século do nascimento de Abraão. Na 194ª Olimpíada. 752º ano da Fundação de Roma…”. Observemos que o anúncio contém datas históricas e memoráveis para os judeus, bem como para os Romanos e para os Gregos; isto porque, acreditamos que a Encarnação do Verbo deu-se para a salvação de todas as gentes, raças e povos, e não restritamente para o povo de Israel.
Por fim, ouvimos: “nasceu da Virgem Maria em Belém da Judéia. FEZ-SE HOMEM”. Aqui, está contido o mistério central da celebração do Natal. A Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, Deus Onipotente, Onisciente e Onipresente, o Deus que não teve início e nem terá fim, Aquele que é, que era e que há de vir, assume a fragilidade humana para resgatar aqueles que estavam perdidos nas trevas. São Paulo, ao escrever para os filipenses, no capítulo 2, 6-7 demonstra-o bem, dizendo que “Jesus, embora fosse Deus, esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos Homens”, emprega a expressão Kénosis, ou seja, esvaziamento total, inclusive da própria vontade. Nada poderia ser mais ínfimo para o Criador de todas as coisas, do que assumir a natureza criada da sua própria criatura. É por isso, que neste momento, ao ouvirmos “fez-se Homem” o presidente da celebração, juntamente com seus assistentes, prostra-se no chão - os demais se ajoelham - significando, justamente, esse rebaixamento total que Deus assume. Após breve pausa de silêncio, todos se levantam e ouvem: “Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo a Carne”.
Celebrar a Páscoa do Senhor, sob o prisma do início de nossa salvação, quando da encarnação do Verbo, pois, “o Verbo era Deus e estava em Deus, tudo foi feito por Ele, nada sem Ele se fez” (Jo 1,1ss), é colocar diante dos olhos o grande amor de Deus Pai por nós, que não poupou nem seu Filho amado para que nós pudéssemos ser poupados.
Que Jesus Cristo, nascido para nós e por amor de nós possa iluminar-nos com sua Luz, Ele que é o Caminho a Verdade e a Vida!

Essa gravação foi feita na noite de Natal na Paróquia Menino Deus. Após a procissão de entrada, o seminarista Aluisio Negrete Cabreira cantou as Kalendas de Natal acompanhado pelo organista Julio Posenato.

 

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